quarta-feira, 14 de abril de 2010

A praga moderna




"O que somos mesmo, neste período pós-moderno
de que algumas pessoas tanto se orgulham, é estressados"



Nossas pestes – que também as temos – podem ser menos tenebrosas do que as medievais, que nos faziam apodrecer em vida. Mas, mesmo mais higiênicas, destroem. E se multiplicam, na medida em que se multiplica o nosso stress. Ou melhor: o stress é uma das modernas pragas. Quanto mais naturebas estamos, mais longe da mãe natureza, que por sua vez reclama e esperneia: tsunamis, tempestades, derretimento de geleiras, clima destrambelhado. Ser natural passou a não ser natural. Ser natural está em grave crise.

O bom mesmo é ser virtual – mas isso é assunto para outra coluna, ou várias. Porque, se de um lado somos cada vez mais cibernéticos e virtuais, de outro cultivamos amores vampirescos, paixões por lobisomens, e somos fãs de simpáticos bruxos em revoadas de vassouras. Mudaram, os nossos ídolos. Não sei se para pior, mas certamente para bem interessantes. Pois nosso lado contraditório é que nos torna interessantes, em consultórios de psiquiatras, em textos de ficcionistas. Também na vida cotidiana aquela velhíssima voz do instinto, voz das nossas entranhas, deixou de funcionar. Ou funciona mal. Desafina, resmunga, rosna. A gente não escuta muita coisa quando, por acaso ou num esforço heroico, consegue parar, calar a boca, as aflições e a barulheira ao redor.

O que somos mesmo, neste período pós-moderno de que algumas pessoas tanto se orgulham, é estressados. Não tem doença em que algum médico ou psiquiatra não sentencie, depois de recitar os enigmáticos termos médicos: "E tem também o stress". Para alguns, ele é, aliás, a raiz de todos os males. Eu digo que é filho da nossa agitação obsessivo-compulsiva. Quanto mais compromissados, mais estressados: é inevitável, pois as duas coisas andam juntas, gêmeas siamesas da desgraça. Porque a gente trabalha demais, se cobra demais e nos cobram demais, porque a gente não tem hora, não tem tempo, não tem graça. Outro dia alguém me disse: "Dona, eu não tenho nem o tempo de uma risada". Aquilo ficou em mim, faquinha cravada no peito.

Um dos nossos mais detestáveis clichês é: "Não tenho tempo". O que antes era coisa de maridos e de pais mortos de cansaço e sem cabeça nem para lembrar data de aniversário dos filhos (ou da mãe deles), agora também é privilégio de mulher. De eficientes faxineiras a competentíssimas executivas, passamos de nervosas a estressadas, stress daqueles de fazer cair cabelo aos tufos.

Não sei se calvície feminina vai ser um dos preços dessa nossa entrada a todo o vapor no mercado de trabalho – pois ainda temos a casa, o marido, os filhos, a creche, o pediatra, o ortodontista, a aula de dança ou de judô dos meninos, de inglês ou de mandarim , mas a verdade é que o stress nos domina. É nosso novo amante, novo rival da família e da curtição de todas as boas coisas da vida.

Que pena. Houve uma época em que a gente resolvia, meio às escondidas, dar uma descansadinha: 4 da tarde, a gente deitada no sofá por dez minutos, pernas pra cima... e eis que, no umbral da porta, mãos na cintura ou dedo em riste, lá apareciam nossa mãe, avós, tias, dizendo com olhos arregalados: "Como??? Quatro da tarde e você aí, de pernas pra cima, sem fazer nada?".

Era preciso alguma energia para espantar os tais fantasmas. Neste momento, porém, eles nem precisam agir: todos nós, homens e mulheres, botamos nos ombros cruzes de vários tamanhos, com prego ou sem prego, com ou sem coroa de espinhos. São tantos os monstros, deveres, trânsito, supermercado, dívidas e pressões, que – loucura das loucuras – começamos a esquecer nossos bebês no carro. Saímos para trabalhar e, quando voltamos, horas depois, lá está a tragédia das tragédias, o fim da nossa vida: a criança, vítima não do calor, dos vidros fechados, mas do nosso stress. Começo a ficar com medo, não do destino, eterno culpado, não da vida nem dos deuses, mas disso que, robotizados, estamos fazendo a nós mesmos.

Lya Luft
Revista Veja, 2 de dezembro de 2009.

terça-feira, 16 de março de 2010

Experiência.A antítese da desilusão.

Cansei de correr atrás do vento
De medir a altura do tempo
De chorar feridas que não se fecham
Feridas que não se curam

Cansei de esperar o incerto
De almejar o quase improvável
De visionar o quase inviável
Imaginar o inimaginável

Cansei de amizades que se diziam eternas
acabarem num momento
De sentimentos sinceros e verdadeiros
Serem encarados como palavras ao ventos

Cansei de sentimentos volúveis e momentaneos
De me embriagar de ilusões
Da hipocrisia de muitos
Da mentira que domina o mundo

Mas apesar de cansada encontro-me feliz
Feliz por aprender com tais ensinamentos
E com eles perceber como sou segura
E o quanto posso contar com Deus.

E assim eu sigo:
Procurando não achar...

Por
Thays de Souza Lima.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Esse tal de Miguxês (Ou linguagem Emo-Paty-Gay)





A primeira vez que abre o e-mail e dei de cara com uma mensagem assim,não entendi nada.Pensei que era pau do Hotmail,problema do computador.Não,nada disso:era só uma amiga que se deixou levar pela era internetês,que falava essa lingua estranha da internet.Como a cada dia que passa recebo mais mensagens nesse dialeto esquisito,percebi que,ou aprendia a teclar assim também (ou pelo menos entender) ou ficava pra trás.
Na natureza nada se perde,nada se cria,tudo se transforma:tinha chegado a hora de me ''transformar'' também.
Sei lá porque,mas tenho minhas noias.Será que a galera que passa o dia todo teclando assim,na hora que tiverem que escrever uma redação em português normal,vão conseguir?Meu medo é que os meninos e meninas acostumados a essa forma de comunicação,tenham dificuldade com as outras.Afinal,a historia da humanidade está toda em livros,escritos com o português culto,cheios de vogais,acentos,virgulas,pontos e tudo mais.Ou será que,no futuro,os livros vão ser traduzidos para a linguagem internetês?''Hist, do Br. Krta de P. Vaz de Cmnh sobre desc. Do Br...''?!
E pelo messenger vão circular poemas de Drummond assim:''Tinha 1 pdra no 1/2 do Kminho,no 1/2 d kminho tinha 1 pdra...''?!
Será?Sei não...talvez eu seja antiquada,meio pessimista,mas é que gosto da nossa lingua e de todos os pequenos detalhes.Escrevam como quiserem,se comuniquem na lingua da internet,em codigo morse ou em hieroglifos egipcios,desde que,de vez em quando,abram um livro desses antigos,que usam acentos,e deem uma lida.Talvez dê mais trabalho do que teclar no messenger,no ICQ ou em um chat,mas garanto que ''eh d+'' hehehe.

Ass: Ths Sza!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Esse tal de novo orkut




Danilo Miedi, oficialmente o primeiro novorkuteiro do mundo!

O Novo Orkut é o quarto maior mistério da humanidade, ficando atrás apenas das Ruinas do Rei Salomão, das Pirâmides do Egito e da Origem da Vida.

Descrição oficial

Google descreve o Novo Orkut como sendo mais uma jogada de marketing totalmente furada que vai servir para alavancar as visitas de um site praticamente desconhecido em todo o mundo, exceto Brasil.

A ideia é fazer com que usuários acreditem que sem o Novo Orkut não são nada e empenhem todo seu esforço e tempo para conseguir um convite, usando a busca do Google de forma incessante, esquecendo da existência de facebooks, twitters e afins.

Quando um usuário consegue o convite para o Novo Orkut ele se depara com o mesmo Orkut, só que mais bonitinho. Na pratica o Novo Orkut certamente terá uma sobrevida de mais uns dois anos, até que se lance o Novo Novo Orkut.

Convites oficiais

A frescura antiga da mecânica de convites oficiais nunca foi e nem agora é a grande novidade do Novo Orkut.

Agora, assim como no início, para participar do Novo Orkut você precisa se convidado por um amigo.

O convite oficial deve ser preenchido com RG, CPF, comprovante de residência com CEP e de renda, referências bancárias, comerciais, consulta ao SPC e ao Serasa, cartão de vacinação, CNH, autenticação escriturária, extrato do PIS/Pasep, assinatura dos pais ou responsáveis e negavito do Imposto de Renda, entregue em quatro vias de mesmo teor.

HEHEHEHEHE

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Prova do Enem é cancelada pelo Ministerio da Educação.



O Enem, que aconteceria nesse próximo Fim de semana, dias 3 e 4 de Outubro, foi cancelado devido ao vazamento das provas,a decisão foi tomada pelo Ministro da Educação Fernando Haddad.
“Há fortes indícios de que houve vazamento, 99% de chance”, afirmou o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes ao Estadão.

Ontem a tarde um homem teria ligado para o Jornal ( Estadão ) e oferecido às duas provas ao preço de 500 mil Reais, o Estadão então, pediu para dar uma olhada nas provas, sem se comprometer a comprar, para poder assim checar a veracidade do material.

O Estadão, então entrou em contato com o ministro Haddad, que por sua vez entrou em contato com agentes do INEP, que acabaram confirmando a veracidade do material.

Enem Cancelado, Quando será o novo Enem
O MEC possui outras versões da prova para substituir a cancelado, e ao que parece o Novo Enem, irá acontecer daqui de 45 dias. As questões do Enem, são pré-aprovadas e o INEP possui 1.8 mil questões guardadas em seu Banco de Dados.


Fontes:
http://froog.com.br/enem-cancelado/

terça-feira, 7 de julho de 2009

O Orkut e seus famigerados usuarios.



Ao longo do tempo,o site de relacionamento muito conhecido principalmente pelos brasileiros, o Orkut, tem se tornado reduto das mais diversas bizarrices. E isso me leva a antiga indagação:O que ainda faço no Orkut? Porque não deixo logo essa merda?

Fazendo algumas pesquisas ,cheguei a seguinte estatistica: 7 em cada 10 usuarios, não sabem, não respeitam ou não tem a minima noção das regras da lingua Portuguesa. Assassinando-a tanto gramatical como ortograficamente.Erros absurdos que me deixam triste, indignada e decepcionada com o nivél cultural dos tais usuarios, fazem questão de ter sua vida e intimidade exposta em perfis e frases sem noção.
Não é preciso ser nenhum doutor em psicologia, para traçar um perfil psicologico de alguns deles. Uma simples olhada nas comunidades, frases de status e pagina de recados e você descobre coisas que deverião ficar fora do mundo virtual.

Você descobre que aquela pessoa rompeu o namoro, ou que fulaninho esta traindo sua namorada, descobre que a menina santinha é uma periguete irrustida, a verdadeira personalidade do seu vizinho, descobre o babado do século, ficantes que acham estar passando dispercebidos, e se você acompanhar por mais de uma semana o perfil de alguns deles pode até descobrir número da cona bancária, tem acesso até o código secreto do pentagôno!
O que deveria ser um site para estar sempre em conao com os amigos, virou um diario virtual.
Onde está a descrição sobre a vida particular?

Mas como para oda regra existe exceção, existem aqueles, são poucos, na verdade pouquíssimos, que sabem utilizar e ''desfrutar'' deste site, de uma forma correta e sensata.